Sem categoria

fumo meu cigarro
suficientes três tragos
e paro
deixo que descanse
em cima do maço
tiro minha camisa
coloco por cima do braço
da cadeira
que assiste toda cena
silenciosa
imóvel
um móvel marrom
que arrastei para dançar
na escuridão finita do meu quarto
iluminado pela luz do modem neon
acendo novamente o cigarro
a ideia surge de um pigarro
me agarro nela
quando me coloco na janela
madrugada a dentro
a noite é sem vento
estrelas me vigiam
e o céu me dá alento
mas tudo logo acaba
quando amanhece
caminho a passos lentos
um corre tão violento
um salve pras mulheres
que tão a milhão
tamo lutando pra ficar viva
num sistema que lucra com a nossa morte, jão
distante de contos de fada
vivendo numa guerrilha
maior estilo maria bonita e dandara
nóis só falta tá armada
porque a mente já anda engatilhada
os versos na ponta da língua
pra ferir mais que espada
coleciono sentidos
para que eu não caia
me sinto destemida
junto das aliadas
a proteção dos orixá
é outra coisa que eu sei que não falha
não aceito homem falando por mim (viiishiiii)
nunca esqueço do lugar de onde vim
das raízes que me deram forças
e me fizeram seguir
dessa forma me imponho
cumprindo a obrigação
de renovar os sonhos
deles não abro mão
cabeça erguida, linda
(deixa ela erguida)
mantenho a instiga
essa é a missão

 

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