no meu jeito confuso, resolvi te escrever um negócio. que caminha do coração e passa pra voz e assim segue voando pra fora. o ferreira gullar falou da sua voz. ousado que é. ele disse que quando te ouvia cantando, lembrava de um pássaro. “não um pássaro cantando, mas sim um pássaro voando”. resolvi que compartilharia desses versos com você. o outro. manuel bandeira. também falou sobre os sentidos. só que do jeito dele, sabe? denso. simples. “te amo como se ama um passarinho morto”. confesso. custei a entender. continuei eufórica por querer tanto escrever algo desse tipo. sobre amor. morte. misturando tudo que mais assusta gente nesse mundo. eu admito: também te amo como se ama um passarinho morto. sabe por quê? quando vejo um pássaro morto dá vontade de pegar e por na palma da mão. levar de encontro ao meu rosto. acarinhar. chorar. e falar: voa, voa, passarinho morto.

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