Arquivo mensal: abril 2016

e se continuar
do jeito que tá
vai sobrar
para os inocentes vagalumes
a bunda acesa
não pode
é contra
os bons costumes.

a confiança é uma pedra de sal
basta a gota d’àgua pra se dissolver
quem não entende o tempo do recompor
que pergunte ao mar quanto tempo demorou para se formar

vale dos mestres

nascer e crescer no sertão
estar sujeita
a crescer e perder constantemente as folhas
secar
secar
e buscar
lá no fundo das raízes
razões para resistir

você serpente
em minha cama
me enrola
me aperta
parece que chama

a vida tem um curso.
o amor é a vida.
e tem um curso próprio.
a vida.
o amor.
o curso.
nesse percurso, dores e flores.
nada sabemos sobre nada.
apenas sentimos.
o amor.
torto.
a vida.
o machado de xangô não nega, não erra.
o machado.
o amor.
a vida.
dois lados de um mesmo percurso.
o curso.
a pedra no caminho e o machado de xangô.
a pedra da pedreira que rola em águas claras.
o rio nunca para.
a vida.
o amor.
o curso segue.
vida longa a obra que é verdadeira.

b o r b o l e t a s no ventre
montanha russa na rua do a m o r e s
não existe amor s e m m e d o

ajesusado

foi numa sexta
que o conheci
fez logo de mim ceia
mas
depois lhe falei
que nunca fui santa
tão pouco tinha
medo de pecar
(de novo)
aí então
foi que ele partiu
e nem disse disse
a deus

a água na boca
que você me dá
não cabe em copos chiques
batidos sortidos drinks

a água na boca
que você me dá
é feito cachaça de alambique
tem um truque para me ganhar

a água na boca
que você me dá
não sobrou pro resto
sequer sonhar

início

tudo que começa é novo
para se tornar velho
basta um tempo bem pouco